SEXUALIDADE NA TERCEIRA IDADE

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            O número de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos vem aumentando nos últimos anos. E, com isso, vamos compreendendo que a terceira idade também planeja viagens, sai, gasta, se relaciona e vive. Mas quando o assunto é sexualidade, ainda existem grandes tabus e preconceitos, pois associamos a vivência da sexualidade (inclusive também com tabus) apenas às pessoas mais jovens. E de certa forma isso acaba sendo um pensamento equivocado e também perigoso.

            Entenda o porquê...

Na última década as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’S) têm afetado números maiores de pessoas idosas, principalmente pela ausência do uso do preservativo. De acordo com dados do Boletim Epidemiológico HIV/Aids de 2018, do Ministério da Saúde, o número de casos de HIV entre pessoas acima dos 60 anos aumentou 81% entre 2006 e 2017, sendo que as taxas aumentaram tanto para homens quanto para mulheres.

            Portanto, os cuidados de prevenção para pessoas idosas devem ser os mesmos que para jovens, assim como o olhar para a vivência da sexualidade dessas pessoas devem ser normalizadas, para que não seja acarretado a exposição dessa faixa etária a comportamentos de risco e exposição a Ist’s, por exemplo.

IDOSOS PODEM E DEVEM TER UMA SEXUALIDADE ATIVA E NÃO HÁ POR QUE SENTIREM VERGONHA OU ACHAREM QUE A PRÁTICA É OUSADA DEMAIS PARA A IDADE.

            Uma das primeiras coisas que precisamos entender é que a sexualidade não se resume apenas ao ato sexual; ela envolve muitas outras coisas como: as carícias, tom de voz, toque, beijos, fantasias e muitas outras coisas. Com o passar dos anos e com a chegada da idade, muitas coisas mudam, o que pode afetar o aspecto sexual, onde não apenas o sexo que importa e sim a troca de carinhos, companheirismo, afeto, vaidade consigo e com o outro. E se tiver o sexo? Melhor ainda! Afinal, o sexo pode ser vivido tanto por pessoas na juventude quanto na terceira idade. Inclusive, o ato pode se tornar ainda mais prazeroso por conta da experiência e grau de intimidade.

            A terceira idade precisa parar de ser vista como pessoas assexuais. Essa fase também é marcada por descobertas como mudanças do corpo, o tempo de ereção muda, o volume ejaculatório também, a penetração para mulher também, pois ocorre mudanças na questão da lubrificação.

Porém esse momento se faz muito rico de novas descobertas e formas de sentir prazer, como massagens corporais pelas quais se descobrem lugares tão interessantes quanto a genital, a masturbação e o sexo oral mútuo. A rotina de penetração não é fundamental para se manter o relacionamento aceso na fase de envelhecimento.

            Ah! E outra coisa que quero contar para vocês é que a vivência da sexualidade nessa idade é muito saudável e traz benefícios muitos positivos. As atividades sexuais fazem a pessoa se sentir melhor em todos os aspectos. O orgasmo, por exemplo, causa uma grande carga de endorfina, o que causará efeito calmante e também analgésico, diminuindo as dores nos corpos dos idosos. As relações também aumentam a autoestima, melhora a qualidade de vida, o humor e há estudos que mostram melhoria no aspecto cognitivo.

            De qualquer maneira, devemos parar de olhar e tratar a vida do idoso como tabu e invisível. A tecnologia mudou e melhorou o nível de saúde de pessoas mais velhas e não há como negar que o sexo na terceira idade está cada vez mais presente. Então não se pode ter vergonha de falar sobre. Deve ter orientação, prevenção e cuidados.

            A velhice pode ser sim tempo de vivenciar novos prazeres! Há várias formas de se viver depois dos 60. E lembrem-se sempre:

"Ninguém pode estar na flor da idade, mas cada um pode estar na flor da sua própria idade" 
                                                                                                                                                               (Mario Quintana)

 

Para sugestões: [email protected]
Instagram: @isabelamanchini

 

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