Centro de Combate à COVID-19 do HAC completa dois meses de atuação

Nesse período, unidade atendeu 122 pacientes e efetuou 86 altas hospitalares; serviço recebe pacientes encaminhados pela central de regulação de vagas do Estado de São Paulo.

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O Centro de Combate à COVID-19 do Hospital Amaral Carvalho completou nesta segunda-feira (03) dois meses de atuação, com 122 pacientes atendidos e 86 altas hospitalares. O serviço, que recebe pacientes encaminhados por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) do Estado de São Paulo, registrou nesse período 11 transferências e, infelizmente, sete óbitos.

Até a manhã desta segunda-feira , a unidade tinha 21 pacientes internados, 12 em leitos clínicos e nove em suporte ventilatório. De acordo com Alexandre Tobias, um dos médicos responsáveis pelo local, o balanço das atividades até o momento é satisfatório. “Temos a limitação de dez leitos de suporte ventilatório, mas estamos obtendo muito sucesso no acompanhamento clínico dos pacientes, a comprovar pelas altas. Lembro com muito carinho, por exemplo, de pacientes com mais de 80 anos, que precisaram ser intubados, mas conseguimos extubá-los e hoje estão em casa, se recuperando muito bem”.

Ele afirma que a estrutura, viabilizada em tão pouco tempo – 17 dias, aliada ao time de profissionais qualificados - possibilita o suporte integral aos pacientes. “Nossas instalações e equipamentos garantem ótimas condições de trabalho, são elogiados pelos funcionários e pelos próprios usuários. Também temos pessoas comprometidas, devidamente treinadas para os cuidados de pacientes com COVID-19. Sem contar a atenção multidisciplinar de psicologia, nutrição e fisioterapia, entre outras áreas, que garantem a melhor assistência aos doentes”, relata.

Segundo o médico, o engajamento dos profissionais é um fator relevante do serviço. “Todos que foram convidados a trabalhar aqui abraçaram nosso objetivo principal, que é salvar pessoas com COVID-19. É incrível a dedicação e evolução de todos ao longo desse período de funcionamento do Centro”, avalia.

 

Perfil dos pacientes

Tobias destaca que o hospital de campanha foi criado justamente em uma fase crítica da pandemia, quando houve expressivo aumento no número de casos na região e muitos pacientes necessitavam de cuidados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Conseguimos estruturar o fluxo de pacientes e cumprir nossa missão de receber os casos clínicos, para que os hospitais pudessem se concentrar nos atendimentos de alta complexidade ou de outras doenças”.

Com capacidade para atender em 29 leitos de enfermaria, o serviço foi idealizado para aliviar a pressão dos serviços de saúde e hospitais das cidades que integram o Departamento Regional de Saúde (DRS) Bauru. O médico explica que o perfil do paciente que pode ser recebido no Centro de Combate à COVID-19 é de média complexidade. “Quem está em fase inicial da infecção pelo novo Coronavírus, com diagnóstico comprovado através de exame, e em uso de cateter de oxigênio ou máscara de volume baixo de oxigênio”.

É o caso da família Dias, de Brotas: em poucos dias, pai, mãe e filho foram encaminhados ao Centro de Combate à COVID-19. O primeiro a chegar à unidade foi o Samuel (28), em 19 de março. Sem precisar de cuidados intensivos, o jovem teve alta no dia 23, justamente quando a sua mãe, Mara Sueli de Souza Palma Dias (51) foi internada. Também infectado, seu pai, Jesus Costa Dias (53), foi hospitalizado no dia seguinte. O casal teve alta no mesmo dia, em 27 de março. “Eles não precisaram de intubação, nem cuidados em UTI, mas receberam toda assistência para que não evoluíssem com gravidade e, hoje, estão em casa, levando sua vida normal”, salienta Tobias.

Para Samuel, o Centro representou esperança para sua família e para todos que já passaram por lá. “Por ser exclusivo ao atendimento de pessoas com COVID-19, nos sentimos mais tranquilos, perdemos o medo de não receber a assistência adequada. Fomos muito bem atendidos, com excelente trabalho de todos os profissionais”, disse.  

O jovem comenta que os dias de recuperação já passaram e todos estão voltando à sua rotina de trabalho: ele como vigilante, sua mãe, cozinheira, e o pai, pedreiro. “Estamos saudáveis, felizes, torcendo para que logo tudo volte ao normal e, quem sabe, possamos até viajar e ir a alguns lugares”, planeja.

O casal brotense Graziella Fernanda da Silva (41) e Marcio Donizete Romão da Silva (47) também recebeu atendimento clínico no Centro de Combate à COVID-19. Os dois foram transferidos para a unidade hospitalar do HAC no dia 15 de abril. “Nós conseguíamos nos ver, de longe, mas isso já tranquilizava”, conta Graziella.

Ela e o esposo ainda estão se recuperando e aproveitando para descansar, mas são gratos pelo atendimento recebido. “Não temos palavras para descrever, tudo maravilhoso, desde as profissionais da limpeza, médicos, enfermeiros, psicólogo. Graças à essa equipe estamos bem, em casa”, completa.

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do HAC

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